<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-18842273</atom:id><lastBuildDate>Wed, 14 Oct 2009 05:38:56 +0000</lastBuildDate><title>olentoalento</title><description></description><link>http://olentoalento.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Altair de Oliveira)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>33</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-18842273.post-5382344433754607032</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2009 03:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-06T11:16:11.040-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);font-size:180%;" &gt;A Poesia Lúcida, in Persona.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_H0Gi0xVaN0M/SsuIftdFccI/AAAAAAAAADs/kjRmHAsoJXM/s1600-h/persona.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 146px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_H0Gi0xVaN0M/SsuIftdFccI/AAAAAAAAADs/kjRmHAsoJXM/s200/persona.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389551457437839810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Recordo-me com alegria daquele espanto gostoso que senti quando li os poemas de Lucinda Persona pela primeira vez nos meados da década de 90, aquele "Por Imenso Gosto", e poder constatar a fina sutileza com que ela arrancava poesia das coisas mais simples e das cenas mais breves. Tratava-se de seu primeiro livro de poemas, que fora publicado somente em 1994 pela editora Massao Ohno, mas se via que era jóia-rara, uma peça de fina poesia, que a autora vinha bordando desde menina.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 0);"&gt;&lt;em&gt;"Clarões de sol e de lua / invadem / minhas zonas de impedimentos / derretem meus centros / modelam meu plasma / em túmidas expectativas / retiram um sumo adocicado / dos meus sonhos."&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Uma professora de biologia da UFMT em Cuiabá, mestre em Histologia e Embriologia e dona de casa, alheia aos grandes e pequenos circos literários, mas que ostentava a insígnia da herança de grandes poetas do interiores do Brasil como Cora Coralina ou Adélia Prado. Tímida e serena, esta nossa poeta! Em comum, além de um apego à arte da palavra, tínhamos o fato de um dia termos saido do Paraná e pegado o caminho do oeste, mais estreito como queria Frost, para ir tentar fazer a vida. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, desde então a poeta já publicou "Ser Cotidiano" 1998; "Sopa Escaldante" 2001 (prêmio Cecília Meires -2002 - da UBE); "Leito de Acaso" 2004 e este "Tempo Comum" 2009, publicado pela editora 7 Letras.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Continua sereníssima esta nossa lúcida Lucinda, e compondo suas belezas com requinte, neste seu quinto livro "&lt;strong&gt;Tempo Comum&lt;/strong&gt;" que pode ser encontrado à venda em livraria das grandes cidades do país e que &lt;strong&gt;terá o seu lançamento em Cuiabá neste dia 07 de outubro, na choparia do SESC Arsenal, a partir das 19 horas. Por favor, não percam!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 0);"&gt;"Ponho em todas as palavras / uma alegria serena / porque me fazem grandes coisas."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa leitura apressada, neste "Tempo Comum, a poeta trata dos seres, dos objetos que o cercam, dos lugares que esteve e que almeja estar e também de seus sonhos. Isto tudo, para um livro de poemas, não é pouco! Mas como em toda boa poesia, este ser é a própria poeta que nos seus exercícios de leitura do mundo quer compor a si mesma e vai pintando com palavras suas cenas de alumbramentos, de saudades boas, de devaneios, enfim aquilo tudo que as gentes sentem mas que não sabem ainda falar. E isto sim, não é pouco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;strong&gt;Dois Poemas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EM HORA CREPUSCULAR&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_H0Gi0xVaN0M/SsVwAWdY3-I/AAAAAAAAADc/q88yVjjGwsQ/s1600-h/lucinda_tempocomum.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387835680549822434" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 172px; height: 237px;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_H0Gi0xVaN0M/SsVwAWdY3-I/AAAAAAAAADc/q88yVjjGwsQ/s200/lucinda_tempocomum.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ela (mulher velada)&lt;br /&gt;olha para os confins&lt;br /&gt;da rua suburbana&lt;br /&gt;Aos poucos&lt;br /&gt;os elementos de sua rotina&lt;br /&gt;perdem contorno e contraste&lt;br /&gt;Quando Ele ainda é um ponto&lt;br /&gt;dançando no horizonte&lt;br /&gt;das coisas habituais&lt;br /&gt;Ela já se aquece&lt;br /&gt;tem sido completa&lt;br /&gt;no seu reino simplificado&lt;br /&gt;Ele (homem de transparências)&lt;br /&gt;vem devagar pelo meio-fio&lt;br /&gt;Ela&lt;br /&gt;não se furta ao sonho diário&lt;br /&gt;de vê-lo crescer&lt;br /&gt;e Ele cresce&lt;br /&gt;dentro dos olhos pássaros dela&lt;br /&gt;e dentro do que nela é tépido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lucinda Persona&lt;/strong&gt;, In: "&lt;strong&gt;Por Imenso Gosto&lt;/strong&gt;" Ed. Massao Ohno - 1994.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TALVEZ DEMORE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma fórmula universal se expande&lt;br /&gt;a da recordação&lt;br /&gt;E eu me encolho&lt;br /&gt;(fato que não é muito simples)&lt;br /&gt;Mas que alegria&lt;br /&gt;Encolher-me até a infância&lt;br /&gt;é um crescimento&lt;br /&gt;Reencontro minha casa&lt;br /&gt;Revejo minha sala&lt;br /&gt;Reparo minha vida&lt;br /&gt;São cinco horas da tarde&lt;br /&gt;e todos saíram&lt;br /&gt;Não posso perder&lt;br /&gt;este tempo comum&lt;br /&gt;Bem calmamente&lt;br /&gt;em malfeita cadeira&lt;br /&gt;estou frente à mesa&lt;br /&gt;que a renda familiar&lt;br /&gt;não permite mais fina&lt;br /&gt;Não tiro os olhos do papel&lt;br /&gt;Estou a ler e escrever&lt;br /&gt;Talvez demore uma hora&lt;br /&gt;Talvez demore a vida inteira.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lucinda Persona&lt;/strong&gt;, In: "&lt;strong&gt;Tempo Comum&lt;/strong&gt;" Ed, 7 Letras - 2009.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18842273-5382344433754607032?l=olentoalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olentoalento.blogspot.com/2009/10/poesia-lucida-in-persona.html</link><author>noreply@blogger.com (Altair de Oliveira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_H0Gi0xVaN0M/SsuIftdFccI/AAAAAAAAADs/kjRmHAsoJXM/s72-c/persona.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-18842273.post-2048382289179249242</guid><pubDate>Mon, 07 Sep 2009 16:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-07T15:09:39.598-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-size:180%;color:#cc33cc;"&gt;"Só Poetas Seguem Tristes..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de tentar adotar aqui o tom reclamão, como a frase acima do genial Itamar Assumpção pudesse sugerir, ou que é comum nos desabafos daqueles que tentam exercer a poesia, gostaria de aqui brindar os poetas que se reuniram no dia 29/08 no espaço "Conexão Geral" cedido pelos organizadores da Primeira Bienal do Livro de Curitiba para um sarau de poesia falada. Um sarau de poesia marginal, a poesia curitibana falada e desconhecida do grande público de leitores e de escitores e da imprensa, com seus respectivos crachás de escritores e de leitores de impresa de Bienal do Livro de Curitiba. Mas nem por isso menos poesia, quem esteve lá pode constatar que a musa deixou que a chamada "literatura-sem-vergonha", num encontro festivo com seus amantes, permitisse as palavras a mostrarem as calcinhas. Isso sim, não tem preço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apreço meu àqueles poetas que ousaram sair de suas casas naquele dia, que pagaram o imposto de dois reais enquanto os que os bem ditos escritores nacionais recebiam seus cachês e crachás e kits de crochê, para subir envergonhados no palco e envergar a sua voz com muita arte! É óbvio que a poesia independente curitibana é muito maior que a que marcou presença no sarau, grandes poetas que gostaria de ver não estavam lá, o que vimos foi apenas uma amostra significava. Mas foi muito bonito de ver!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar deste evento específico do "sarau de poesia independente" na bienal não ter tido divulgação alguma pelo organizadores do evento, o que traduzimos como um "para não dizer que não falei das flores", agradecemos imensamente a este gesto de boa vontade, na abertura deste espaço aos poetas independentes de Curitiba. Sobretudo à figura carismática do curador Ricardo Peruchi, que também é poeta, e que soube conduzir com democracia a organização do sarau. Esperamos, torcemos e prometemos trabalhar para que a nossa bienal do livro de Curitiba volte, e que ao regressar continue simpática à poesia. Afinal pretendemos juntos construir um país de homens, de mulheres e de livros. E estes três, sem poesia, não têm sinceramente nenhuma graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar deixamos aqui um estonteante poema de &lt;strong&gt;Iriene Borges&lt;/strong&gt;, uma das belas poetas de Curitiba que, por motivo de força maior, não pode infelizmente estar presente no dia do sarau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;DELÍRIO DO MEIO DIA.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_H0Gi0xVaN0M/SqU4CzF6ZmI/AAAAAAAAADU/0g7X_o1P1-E/s1600-h/adara_mo%C3%A7a_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378766950689826402" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 182px; CURSOR: hand; HEIGHT: 383px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_H0Gi0xVaN0M/SqU4CzF6ZmI/AAAAAAAAADU/0g7X_o1P1-E/s200/adara_mo%C3%A7a_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há sol lá fora e não quero ir&lt;br /&gt;A saia me estrangula pela cintura&lt;br /&gt;e a bota esfolará o passo lerdo&lt;br /&gt;pelo tornozelo esquerdo&lt;br /&gt;Há um engasgo me esperando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Girassol, Náusea, Asfixia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho sono... fastio dos modos humano&lt;br /&gt;sem nenhum interesse na arte do improviso&lt;br /&gt;Há serpentes e odaliscas ondulando sob o sol&lt;br /&gt;Nunca soube distinguir os guizos&lt;br /&gt;No sofá sob a colcha azul&lt;br /&gt;sou a concha que verte o mar&lt;br /&gt;Nas almofadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero ir&lt;br /&gt;Um palmo de luz pela janela já embriaga&lt;br /&gt;E estou certa de que esfolarei a retina&lt;br /&gt;Nas asas finas de alguma fada amarela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poema de&lt;strong&gt; IRIENE BORGES.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ilustração "Menina com fundo de flores" de&lt;strong&gt; Adara de Oliveira.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18842273-2048382289179249242?l=olentoalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olentoalento.blogspot.com/2009/09/so-poetas-seguem-tristes.html</link><author>noreply@blogger.com (Altair de Oliveira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_H0Gi0xVaN0M/SqU4CzF6ZmI/AAAAAAAAADU/0g7X_o1P1-E/s72-c/adara_mo%C3%A7a_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-18842273.post-4079130027631176043</guid><pubDate>Sat, 29 Aug 2009 12:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-29T06:24:39.481-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-size:180%;color:#330099;"&gt;&lt;strong&gt;"O LENTO ALENTO" na PRIMEIRA BIENAL DO LIVRO DE CURITIBA.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#993399;"&gt;O EVENTO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta &lt;strong&gt;Altair de Oliveira&lt;/strong&gt; convida-lhes para uma "Manhã de Autógrafos" de seu eu quarto livro de poemas "&lt;strong&gt;O Lento Alento&lt;/strong&gt;" que ocorrerá no dia &lt;strong&gt;30/08/09 (domingo) das 9:30 às 11:30 hs&lt;/strong&gt; no espaço offline da &lt;strong&gt;Primeira Bienal do Livro de Curitiba&lt;/strong&gt;". Altair participa também da primeira bienal no sábado, fazendo leitura de poemas no "LITEROMANIA – SARAU DOS JOVENS POETAS" (das 19 às 21:30 hs), um espaço destinado aos poetas independentes pelo organizadores do evento. Não percam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRA BIENAL DO LIVRO Local: EXPO UNIMED CURITIBA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Campus da Universidade do Positivo. Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Campo Comprido - Curitiba - PR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Site da bienal: http://www.bienaldolivrocuritiba.com.br/&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_H0Gi0xVaN0M/SpkpBnk3jDI/AAAAAAAAADM/PfAB2L9nors/s1600-h/gatas_pingadas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375372738023623730" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 232px; CURSOR: hand; HEIGHT: 168px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_H0Gi0xVaN0M/SpkpBnk3jDI/AAAAAAAAADM/PfAB2L9nors/s200/gatas_pingadas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O poeta autografa no Rio para umas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;belas gatas-pingadas-de-ouro!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Kátia, Fernanda (ao fundo) e Eloisa.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro, que foi editado no ano passado, é composto com os poemas escritos nos 12 anos anteriores e celebra também 30 anos da militância do autor na poesia independente e marginal. "O Lento Alento" já foi lançado em Curitiba, Campo Grande, São Paulo, Rio de Janeiro, Cuiabá e Belo Horizonte e tem até o momento cerca de 800 exemplares vendidos de uma tiragem de 2000 exemplares. Na oportunidade "&lt;strong&gt;O Lento Alento&lt;/strong&gt;" (e também "O Embebedário Diverso", o seu livro anterior) podem ser adquirido autografado &lt;strong&gt;por apenas 10 reais cada exemplar&lt;/strong&gt;. Os livros podem também ser adquiridos pelo correio, através de contato via email (altair.de.oliveira@gmail.com).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#993399;"&gt;O que os amigos já disseram dele:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Uma doçura de poesia !!!" - Bruna Bavia, estudante - Paranavaí-PR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"homem que rouba palavras de DEOS, incorporando-as em seres desavisados que não sabem ler poesia. Entende, mas não vira vira pássaro; desentende, mas sereneia em pântantanos e ri como se ouvissssse música..." - Adir Sodré, pintor - Cuiabá - MT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Lento Alento pode até ser suave e amoroso, o que não é nehuma perda, ao contrário. Mas é mais do que isso. É forte, é lírico, no sentido grego mesmo da musicalidade e da cadência rítmica dos versos, é rico e surpreendente nas rimas, nas metáforas e imagens, e, no conjunto, produz a elevação do espírito, que é isso que causa a grande literatura. Isso sem falar do veio social que emana de alguns dos seus mais expressivos poemas. É interessante que não gosto de poemas engajados, mas os seus conseguem sê-lo sem trair a poética. " - Ana Arguelho - professora de Literatura - Canpo Grande - MS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Altair, como sempre, surpreendente !!! Faz versos que me fazem rir o coração!" - Kátia Godin - professora - Rio de Janeiro / Rondônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#993399;"&gt;&lt;strong&gt;TRÊS POEMAS:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PRÉ-TENDÊNCIA A BEM-OLHADO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja bem, se me olhares eu tomo forma&lt;br /&gt;Pois teus olhos de luz, se me contornam,&lt;br /&gt;(forma um lar o teu olhar que me contém...)&lt;br /&gt;Me comportam, me alentam e me confortam&lt;br /&gt;Ah, meu bem, vem me ver! Eu me conformo&lt;br /&gt;E me contendo em ser o teu melhor bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RENEGADA QUEDA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À certa altura da vida,&lt;br /&gt;onde degraus se degradam,&lt;br /&gt;Eu decido ser de descida,&lt;br /&gt;e, num impulso suicida,&lt;br /&gt;saltar os meus sobressaltos&lt;br /&gt;e descer ao ser que acovardo&lt;br /&gt;tomar-lhe os sonhos que guarda,&lt;br /&gt;usar-lhe as asas rasgadas&lt;br /&gt;e tentar cair para o alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Poemas do livro "O Lento Alento" - 2008.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NATUREZA MORTA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fosse foto&lt;br /&gt;e risse-me de fato&lt;br /&gt;e fosse viva&lt;br /&gt;e... - VIVA! –&lt;br /&gt;fosse vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no instante exato&lt;br /&gt;que me visse&lt;br /&gt;se decidisse&lt;br /&gt;e... - NOSSA! –&lt;br /&gt;se despisse&lt;br /&gt;e desfizesse o triste&lt;br /&gt;que me veste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Altair de Oliveira – In: O Embebedário Diverso - 1996.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18842273-4079130027631176043?l=olentoalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olentoalento.blogspot.com/2009/08/o-lento-alento-na-primeira-bienal-do.html</link><author>noreply@blogger.com (Altair de Oliveira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_H0Gi0xVaN0M/SpkpBnk3jDI/AAAAAAAAADM/PfAB2L9nors/s72-c/gatas_pingadas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-18842273.post-5374938588703201129</guid><pubDate>Sat, 22 Aug 2009 23:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-25T17:03:25.825-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#006600;"&gt;SARAU DE POESIA INDEPENDENTE NA PRIMEIRA BIENAL DO LIVRO DE CURITIBA &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por Altair de Oliveira.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fomos conctatados pelo editor Ricardo Peruchi, que dirige a revista cultural universitária "OFFLINE" (de São Paulo) e é curador de um espaço na I Bienal do Livro Curitiba. Ele nos solicitou apoio e sugestões para organizar um sarau de poesia e também sugestões poetas a serem convidados para participar do evento. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_H0Gi0xVaN0M/SpCKY7kXsLI/AAAAAAAAADE/s4pE6D29-7U/s1600-h/altair_declamando.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372946516364734642" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 164px; CURSOR: hand; HEIGHT: 250px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_H0Gi0xVaN0M/SpCKY7kXsLI/AAAAAAAAADE/s4pE6D29-7U/s200/altair_declamando.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, o sarau será realizado no dia 29 de agosto de 2009 (próximo sábado), das 19h às 21h30 e foi denominado de LITEROMANIA – SARAU DOS JOVENS POETAS, e será sediado no "Espaço OFFLINE (Conexão Geral)", lá na bienal. Conforme os conceitos da nota abaixo:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*** Foto: Altair de Oliveira em Sarau de Poesia na Casa das Rosas em SP.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Reunião literária de jovens poetas, promovida pela revista OFFLINE, organizada para mostrar a produção do melhor da poesia contemporânea. Poemas inéditos e revelações literárias estão na berlinda para mostrar seu talento sob o crivo de poetas consagrados da cena curitibana, seus padrinhos. Seleção prévia dos trabalhos apresentados. Solicitações de participação devem ser enviadas para apreciação para o e-mail &lt;a href="mailto:textos@offline.com.br"&gt;textos@offline.com.br&lt;/a&gt;. Alguns destaques da cena atual serão convidados da organização."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;***&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Debulhando o texto acima, observamos que o foco principal do evento são os "Poetas Jovens", que tenham um bom trabalho na poesia contemporânea curitibana e que estejam dispostos a declamar (ou fazer leitura) de seus poemas lá no sarau ou de levarem um representante convidado para esta exibição. Isto não impede, de maneira nenhuma, que poetas mais maduros também participem. O que a organização do evento não abre mão, mesmo porque o sarau tem um tempo pré-definido dentro da exposição, é de fazer um cadastramento dos participantes e verificar os textos a serem apresentados, salvo o caso dos poetas convidados por nós. Por isso uma solicitação de participação, com o envio dos textos, deve ser encaminhada a eles, através do email citado acima. Portanto, quem desejar participar, por favor, envie-lhes esta solicitação por email, sugiro que com até 3 poemas (a menos que estes poemas sejam curtos). Um outro ponto a ser observado é que não há qualquer pagamento para estas apresentação, visto que se trata de um espaço condicionalmente aberto à poesia independente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas pelo menos é &lt;strong&gt;um espaço destinado à poesia independente&lt;/strong&gt; que, creio eu, devemos tentar agarrar e preservar dentro da nossa bienal, por isso é tão importante a nossa participação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro aspecto que gostaria de comentar é que não há restrição quanto à participação. Assim, qualquer poeta curitibano pode encaminhar seus trabalhos à organização do evento e solicitar-lhes esta participação, mas que se o seu nome foi indicado a eles por alguém (padrinhos) significa que este alguém já conhece o seu trabalho poético (escrito ou declamado) e gostaria de ver-lhe participando do sarau, e isto já é garantia de aprovação da solicitação de participação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como participar do sarau de poesia:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever um email para os organizadores (&lt;a href="mailto:textos@offline.com.br"&gt;textos@offline.com.br&lt;/a&gt;) solicitando a sua participação, acompanhado do texto a ser apresentado de até 3 poemas, especificando o autor independente e o nome da pessoa que fará a apresentação. Aguardar então a confirmação de sua participação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;EVENTOS DE ARTISTAS INDEPENDENTES NA &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;BIENAL PARA OUTRAS ARTES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artistas independentes curitibanos da Música, de Artes Visuais e de Cinema também podem exibir seus trabalhos nos espaços da revista OFFLINE na Bienal do Livro de Curitiba. Para isto terão que entrar em contato (via telefone ou email) com o curador Ricardo Peruchi para saber detalhes de como será feito a seleção dos trabalhos a serem apresentados. Boa sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contato: Ricardo Peruchi&lt;br /&gt;email: rp@mandic.com.br&lt;br /&gt;fone: 11 78905699 / 11 3089-0663&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- MÚSICA - RECITAL DA NOVA SAFRA DE MÚSICOS E CANTORES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentações musicais, para o público da Bienal do Livro, com produção da revista OFFLINE, trazendo revelações do cenário musical brasileiro, que aposta e dá espaço para nos novos talentos.&lt;br /&gt;Local: Largo da Ordem, Palco Bienal&lt;br /&gt;Horário: sexta-feira, 28/8, das 20h às 21h30&lt;br /&gt;Conceito trabalhado: novos talentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: palco na entrada da bienal com 1 hora e meia disponíveis para pequenas apresentações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- ARTES VISUAIS - OCUPAÇÃO DOS COLETIVOS DE ARTISTAS DE CURITIBA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Performances, happenings, intervenções e mostra dos trabalhos da nova geração de artistas visuais de Curitiba, organizada pela revista OFFLINE, com a proposta de dar espaço e revelar novos talentos.&lt;br /&gt;Local: Espaço OFFLINE (Conexão Geral)&lt;br /&gt;Horário: Domingo, 30/8, das 14h às 17h.&lt;br /&gt;Conceito trabalhado: novos talentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: Espaço de 3 horas para apresentação de intervenções, happenings, performances e instalações de fácil manuseio. Outros espaços, favor solicitar detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- CINEMA - MOSTRA DE CURTAS DO NOVÍSSIMO CINEMA BRASILEIRO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filme: "O FAZEDOR DE MONTANHAS"&lt;br /&gt;Documentário longa-metragem, 52 minutos&lt;br /&gt;Direção: Juan Figueroa&lt;br /&gt;Produção: Alcione Alves, Vilma Peramezza e Marcelo Sollero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceito trabalhado: novos talentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: na programação de cinema está já incluído o filme acima, mas ainda há um espaço de 2 horas de sessão a ser ocupado. Favor solicitar detalhes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18842273-5374938588703201129?l=olentoalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olentoalento.blogspot.com/2009/08/sarau-de-poesia-independente-na.html</link><author>noreply@blogger.com (Altair de Oliveira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_H0Gi0xVaN0M/SpCKY7kXsLI/AAAAAAAAADE/s4pE6D29-7U/s72-c/altair_declamando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-18842273.post-5708085455966697298</guid><pubDate>Sun, 16 Aug 2009 23:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-18T19:19:32.811-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Dois Poemas da Poeta Paulista LÚCIA GÖNCZY:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;À FLOR DA PELE&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_H0Gi0xVaN0M/Son9pNR2P_I/AAAAAAAAAC0/W_DA16QtNE4/s1600-h/Lucia+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371102914997010418" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 265px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_H0Gi0xVaN0M/Son9pNR2P_I/AAAAAAAAAC0/W_DA16QtNE4/s320/Lucia+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;seu desalento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que aos poucos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sorve o meu ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E olho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;com olhos de lince&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;o gato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que existe em você. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O peixe&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;deixo pra ceia&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;e cerceio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a cerca que anseias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tens de ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do meu ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lúcia Gönczy&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O SONO DAS ROSAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a cidade não dorme&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no entanto, é preciso ninar o Poema&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as pedras transpiram liberdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os sonhos vagam na noite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;poetas espalham-se feito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pólen no vento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e as luzes, nem sempre da ribalta,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;madrugada afora chovem cascalhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cheios de silêncios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o Poeta finge adormecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cerrando as janelas de sua alma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que por dentro da retina faíscam vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;também silenciosas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no coração pulsante da Avenida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para que, enfim,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;descansem as Rosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lúcia Gönczy&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A autora:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Lúcia Gönczy - Poeta Paulistana e Coordenadora Musical e de Artes Cênicas do "Proyecto Cultural Sur" -  Núcleo Paulista. É também promotora de eventos artísticos,  juntamente com a amiga e poeta Dora Dimolitsas, prioriza lançamentos de poetas e músicos, famosos ou anônimos. Membro da Confraria dos Poetas e poeta ativa do Congresso Brasileiro de Poesia de Bento Gonçalves. Participou de 4 Antologias e fez um Prefácio.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Neste momento, Lúcia prepara duas novas antologiase um livro solo. Reside na cidade de São Paulo. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;contato: E-mail:&lt;a href="mailto:luciagonczy@hotmail.com"&gt;luciagonczy@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Para ver  mais:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.planetaliteratura.com/lucia+gonczy"&gt;http://www.planetaliteratura.com/lucia+gonczy&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://recantodasletras.uol.com.br/autores/Lucia+Gonczy"&gt;http://recantodasletras.uol.com.br/autores/Lucia+Gonczy&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Home.aspx?xid=3373664438924932497"&gt;http://www.orkut.com/Home.aspx?xid=3373664438924932497&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://www.pensador.info/autor/Lucia_Gonczy/"&gt;http://www.pensador.info/autor/Lucia_Gonczy/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://poetaseartistasdomundo.arteblog.com.br/Poesia-de-Lucia-Gonczy/"&gt;http://poetaseartistasdomundo.arteblog.com.br/Poesia-de-Lucia-Gonczy/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://sarauxyz.blogspot.com/"&gt;http://sarauxyz.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18842273-5708085455966697298?l=olentoalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olentoalento.blogspot.com/2009/08/dois-poemas-da-poeta-paulista-lucia.html</link><author>noreply@blogger.com (Altair de Oliveira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_H0Gi0xVaN0M/Son9pNR2P_I/AAAAAAAAAC0/W_DA16QtNE4/s72-c/Lucia+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-18842273.post-9074515526263708156</guid><pubDate>Sun, 07 Dec 2008 15:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-07T08:22:36.936-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;CAPITU IMPERDÍVEL !!! &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_H0Gi0xVaN0M/STv2w_yS_QI/AAAAAAAAACk/g7OnuhJ_h8s/s1600-h/Let%C3%ADcia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277082710011215106" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 359px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_H0Gi0xVaN0M/STv2w_yS_QI/AAAAAAAAACk/g7OnuhJ_h8s/s320/Let%C3%ADcia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estréia nesta segunda (9/12) como uma das protagonistas (Capitu moça), a estonteante carioca Letícia Persiles (25) que ao lado da paranaense Maria Fernanda Cândido (33 - Capitu adulta) farão a protagonista da minissérie do diretor Luiz Fernando Carvalho, baseada em Dom Casmurro de Machado de Assis. O trabalho faz parte do projeto "Quadrante" da TV Globo, que pretende traduzir grandes momentos da literatura brasileira. Não podemos perder isto!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letícia Persiles, filha de minha belíssima amiga atriz Valkiria Persiles, é vocalista do grupo de rock alternativo "Manacá" que tem feito um belo trabalho de tradução do nosso folclore dentro da música brasileira contemporânea e que promete em breve despontar em nossas paradas e vir morar de vez em nossos corações. Quem conhece o trabalho do Manacá no palco é unânime em afirmar que a presença de Letícia lá é arrasadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da promissora carreira como cantora, Letícia vem estudando arte dramática desde os 11 anos, tem atuado em teatro alternativo e estudou folclore na Universidade Federal Fluminense em seu curso de produção cultural. Esta influência da dramaturgia é sentida no palco, onde também é vista como meio cigana e meio bailarina, ela explica: "No meu sangue corre teatro. Isso influencia diretamente no meu comportamento em relação ao Manacá tanto durante o show, nas performances de palco, quanto antes, na preparação e depois, quando ele termina. Existe uma série de rituais sagrados do teatro que não pretendo largar nunca".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamada também de "Bruxinha" e de "Angelina Jolie brasileira", só sei dizer que Letícia é danada de bonita e que bastou-me ouvi-la cantar para ficar encantado! Vamos vê-la, ué!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O QUÊ DIZEM DELA:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Capitu precisava ser vivida por uma atriz com atitude, que visse o mundo de uma maneira desglamourizada, e a Letícia traz isso tudo: ela canta numa banda de rock independente e participa de um grupo de teatro de rua. - Luiz Fernando Carvalho, diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ambas possuem olhos que ameaçam arrastar e tragar. Perfeitos - e idênticos - olhos de ressaca!" (Sobre Letícia e Matia Fernanda) - Cláudia Sarmento - Revista da TV - O Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_H0Gi0xVaN0M/STv2JjNbWVI/AAAAAAAAACc/pgNuuDRURf8/s1600-h/Manac%C3%A1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277082032325482834" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 394px; CURSOR: hand; HEIGHT: 294px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_H0Gi0xVaN0M/STv2JjNbWVI/AAAAAAAAACc/pgNuuDRURf8/s320/Manac%C3%A1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O grupo Manacá:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18842273-9074515526263708156?l=olentoalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olentoalento.blogspot.com/2008/12/capitu-imperdvel-estria-nesta-segunda.html</link><author>noreply@blogger.com (Altair de Oliveira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_H0Gi0xVaN0M/STv2w_yS_QI/AAAAAAAAACk/g7OnuhJ_h8s/s72-c/Let%C3%ADcia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-18842273.post-5930819652451997245</guid><pubDate>Sun, 10 Aug 2008 02:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-10T09:25:11.590-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Editado finalmente o livro que dá título a este blog!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_H0Gi0xVaN0M/SJ5h-fHX3hI/AAAAAAAAABM/MeioB4MoKaU/s1600-h/dunas2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232727543183302162" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 665px; CURSOR: hand; HEIGHT: 166px" height="213" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_H0Gi0xVaN0M/SJ5h-fHX3hI/AAAAAAAAABM/MeioB4MoKaU/s320/dunas2.jpg" width="407" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doze anos após a publicação de meu terceiro livro de poemas, O Embebedário Diverso, consegui finalmente reunir poesias, tempo e dinheiro para editar, também independente, este "O Lento Alento", que traz uma bela capa da artista plástica brasiliense Alzira Cardoso Marques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro de 64 páginas, que teve vários poemas publicados em jornais e blogs do país, já pode ser comprado pelo correio, através de contado por email (&lt;a href="mailto:altairolivei@gmail.com"&gt;altairolivei@gmail.com&lt;/a&gt;) ao preço de 10 reais cada exemplar e pode também ser adquirido em algumas livrarias do país (vide lista abaixo). Apesar de não ter tido ainda um lançamento merecido devido à falta de tempo (pretendemos fazê-lo quando setembro vier), O Lento Alento já teve cerca de 300 exemplares vendidos e está sendo bondosamente elogido por aqueles que o leram, um pequeno grupo de gente amiga, gatas e gatos-pingados-de-ouro, como bem dizia o nosso gande J. J. Veiga. Thanks so so much!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232728161698484322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 690px; CURSOR: hand; HEIGHT: 171px; TEXT-ALIGN: center" height="240" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_H0Gi0xVaN0M/SJ5iifQ4kGI/AAAAAAAAABc/IHRVpYGLzpA/s320/manha_fundo_mo%C3%A7a.JPG" width="462" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Três poemas:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AMANHÃ DE NÉVOA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De muito minha que fostes&lt;br /&gt;No pouco que me tivestes&lt;br /&gt;Já sinto que te pertenço&lt;br /&gt;E te peço, intenso, na prece!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficar aqui sem você&lt;br /&gt;Judia, esfria, entristece...&lt;br /&gt;Já te lembrar, dá prazer!&lt;br /&gt;Aquiesço que me aqueces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro o teu corpo despido&lt;br /&gt;Quando meus braços te vestem&lt;br /&gt;Parece que está florido...&lt;br /&gt;- Eu juro que resplandeces!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe um dia aconteça&lt;br /&gt;Que esqueças que me esquecestes&lt;br /&gt;E outra vez me apareças&lt;br /&gt;Com manhas que me amanhecem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A AUSÊNCIA DE PRESENTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Honestamente,&lt;br /&gt;nós não queremos de presente&lt;br /&gt;um futuro melhor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos um presente melhor.&lt;br /&gt;Queremos um melhor presente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PÁSSARO DE LATA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inventei para ti um pássaro de lata&lt;br /&gt;armado de cordas e que se pode armar,&lt;br /&gt;por meio dum encanto, inesperado canto&lt;br /&gt;e se postar esperando num canto da sala.&lt;br /&gt;Um urutau-de-gala, um pássaro malhado,&lt;br /&gt;desprovido de norte, de mortes, de matas...&lt;br /&gt;Pássaro sem asas, (para se ter em casa!)&lt;br /&gt;com olhar maquiado, maquinando trinar,&lt;br /&gt;treinando entonações possíveis de pintar&lt;br /&gt;de tua mente atenta e, repentinamente,&lt;br /&gt;refletir todas cores que lançares ao ar!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Poemas de Altair de Oliveira - In: O Lento Alento.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O que disseram do livro:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sua obra é um misto de relâmpagos de luz com sentimentos e sensações que não fosse tamanha sensibilidade poderiam passar despercebidos! Parabéns!" - Luci Liliana – poeta de Ponta Grossa-PR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estou simplesmente encantada com suas poesias! Que dom maravilhoso que Deus lhe deu, o de aquecer o nossos corações, às vezes cansado e desiludido com a vida e com as pessoas!" - Denise Almeida - Contagem-MG.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para que tudo entre todos se reparta"...que bom que o Altair resolver repartir com todos essa maravilha...que alguns poucos privilegiados já conheciam. Obrigada por você existir e nos presentear com esses momentos tão fortes e sensíveis ao mesmo tempo." - Vanda Garbúglio, irmã do autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tua poesia me encanta! Tuas palavras dançam na minha página com delicadeza. Obrigada! " - Nádia Regina - Porto Alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O Lento Alento, onde comprar:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o livro é ainda uma publicação independente ele tem a sua distribuição cara e difícil, por isto temos atendido aos pedidos pelo correio através de meu próprio email. Além disso estamos tentando conquistar espaço em livrarias importantes em diversas cidades do país e já conseguimos levá-los aos seguintes sites:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_H0Gi0xVaN0M/SJ5lJvlYL0I/AAAAAAAAABs/yP2nHcRNwL8/s1600-h/olentoalento.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232731035117563714" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 217px; CURSOR: hand; HEIGHT: 446px" height="445" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_H0Gi0xVaN0M/SJ5lJvlYL0I/AAAAAAAAABs/yP2nHcRNwL8/s320/olentoalento.JPG" width="217" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Em &lt;strong&gt;Belo Horizonte&lt;/strong&gt;: na Livraria Manuscritos (Café Book), na rua Padre Rolim, 616, esq. Av. Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em &lt;strong&gt;Campo Grande - MS&lt;/strong&gt; : na Livraria Lê;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em &lt;strong&gt;Cuiabá - MT&lt;/strong&gt;: Livrarias Janina;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em &lt;strong&gt;Cuiabá - MT&lt;/strong&gt;: Livraria Adeptus;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em &lt;strong&gt;Curitiba - PR&lt;/strong&gt;: Livrarias Curitiba (em diversos pontos da cidade);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No &lt;strong&gt;Rio&lt;/strong&gt;: Livraria Leonardo da Vinci, na Rua Rio Branco, 175.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em &lt;strong&gt;São Paulo&lt;/strong&gt;: na Livraria Asabeça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18842273-5930819652451997245?l=olentoalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olentoalento.blogspot.com/2008/08/editado-finalmente-o-livro-que-d-ttulo.html</link><author>noreply@blogger.com (Altair de Oliveira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_H0Gi0xVaN0M/SJ5h-fHX3hI/AAAAAAAAABM/MeioB4MoKaU/s72-c/dunas2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-18842273.post-7782121893961482507</guid><pubDate>Wed, 12 Mar 2008 00:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-11T17:31:00.436-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_H0Gi0xVaN0M/R9cjMPaDuaI/AAAAAAAAAAk/Hlou4zEkw9o/s1600-h/hilda_hilst.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176644989886904738" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 142px; CURSOR: hand; HEIGHT: 224px" height="265" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_H0Gi0xVaN0M/R9cjMPaDuaI/AAAAAAAAAAk/Hlou4zEkw9o/s320/hilda_hilst.jpg" width="245" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;HILDA HILST &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"Irmão do meu momento: quando eu morrer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma coisa infinita também morre. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;É difícil dizê-lo:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;MORRE O AMOR DE UM POETA.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E isso é tanto, que o teu ouro não compra,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E tão raro, que o mínimo pedaço, de tão vasto&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não cabe no meu canto."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hilda Hilst. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18842273-7782121893961482507?l=olentoalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olentoalento.blogspot.com/2008/03/hilda-hilst-irmo-do-meu-momento-quando.html</link><author>noreply@blogger.com (Altair de Oliveira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_H0Gi0xVaN0M/R9cjMPaDuaI/AAAAAAAAAAk/Hlou4zEkw9o/s72-c/hilda_hilst.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-18842273.post-3584123163735959387</guid><pubDate>Wed, 12 Mar 2008 00:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-11T17:32:07.050-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_H0Gi0xVaN0M/R9chT_aDuZI/AAAAAAAAAAc/RtzN0r3c2i4/s1600-h/cecilia_meireles.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176642924007635346" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 184px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" height="320" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_H0Gi0xVaN0M/R9chT_aDuZI/AAAAAAAAAAc/RtzN0r3c2i4/s320/cecilia_meireles.jpg" width="196" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;CECÍLIA MEIRELES&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"Sei que canto. E a canção é tudo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tem sangue eterno a asa ritmada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E um dia sei que estarei mudo:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- mais nada." &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cecília Meireles. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18842273-3584123163735959387?l=olentoalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olentoalento.blogspot.com/2008/03/ceclia-meireles-sei-que-canto.html</link><author>noreply@blogger.com (Altair de Oliveira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_H0Gi0xVaN0M/R9chT_aDuZI/AAAAAAAAAAc/RtzN0r3c2i4/s72-c/cecilia_meireles.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-18842273.post-929812454516574523</guid><pubDate>Tue, 11 Mar 2008 23:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-11T17:35:10.260-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_H0Gi0xVaN0M/R9cewfaDuYI/AAAAAAAAAAU/DG4QfOSELF8/s1600-h/dickinson_e.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176640115099023746" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 119px; CURSOR: hand; HEIGHT: 289px" height="320" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_H0Gi0xVaN0M/R9cewfaDuYI/AAAAAAAAAAU/DG4QfOSELF8/s320/dickinson_e.jpg" width="142" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; AS POETAS - I -&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como diriam Adriana e Clarice: eis aqui algumas divas dadivosas, que moram bem perto de meu coração selvagem...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;EMILY DICKINSON&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"A word is dead When it is said, Some say.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;I say it just Begins to live That day."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Emily Dickinson.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18842273-929812454516574523?l=olentoalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olentoalento.blogspot.com/2008/03/as-poetas-i-como-diriam-adriana-e.html</link><author>noreply@blogger.com (Altair de Oliveira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_H0Gi0xVaN0M/R9cewfaDuYI/AAAAAAAAAAU/DG4QfOSELF8/s72-c/dickinson_e.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-18842273.post-2683889275223959676</guid><pubDate>Sun, 30 Sep 2007 19:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-01T17:07:12.716-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_H0Gi0xVaN0M/RwGLcLyyVNI/AAAAAAAAAAM/UegnLJIDLM0/s1600-h/Dali_Aphrodite.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116523967987995858" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_H0Gi0xVaN0M/RwGLcLyyVNI/AAAAAAAAAAM/UegnLJIDLM0/s320/Dali_Aphrodite.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;As mulheres, as melhores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo aqui confessar, antes de tudo, que amo muito as mulheres e que foram elas mesmas que me ensinaram ser assim. Tive a felicidade, desde cedo, de ser acompanhado e assistido por estes seres carinhosos e guerreiros obstinados em contruir e manter as belezas do mundo. Sei que não as amo o tanto que merecem, mas isso pode ainda mudar. De qualquer modo, para mim elas são as melhores e ponto.&lt;br /&gt;Por isso que me emociono tanto quando leio um livrinho como este "A Ciranda das Mulheres Sábias" da pa poeta e psicóloga americana Clarissa Pinkola Estés (veja trecho abaixo). O livro traz um texto multifacetado que, em primeira mão, podemos considerá-lo como poesia ou como prosa, ou como um livro de conselhos ou ainda como um livro de preces ou muito mais. O que importa é que esta leitura me trouxe um grande prazer que amaria compartilhar.&lt;br /&gt;Para que possam brindar comigo, pois:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******************************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 7 -&lt;br /&gt;Por todas as filhas inteligentes, desconhecedoras, sem rumo e pelas que tudo sabem... pelas filhas que estão avançando direito ou que prosseguem aos trancos... pelas que estão aprendendo a chorar novamente... pelas que estão aprendendo a gargalhar... por todas elas, não importa se estão saudáveis, curadas ou não, não importa de que classe, clã, oceano ou estrela... por todas as filhas que herdaram amor em abundância de antepassadas queridas que já se foram, mas que mesmo assim ainda fazem visitas... por todas as filhas que um dia ouviram por acaso o conselho de uma sábia destinado a outros ouvidos, mas estas "palavras certas na hora certa" causaram uma centelha que iluminou seu mundo daquele momento em diante para sempre... por toas as filhas que ouviram a sabedoria, não a entenderam, mas a guardaram para o dia em que conseguiram compreender... pelas filhas que remam sozinhas e cujas antepassadas escolhidas foram por necessidade encontradas em livros queridos, em imagens norteadas captadas no cinema, na pintura, na escultura, na música e na dança... pelas filhas que absorvem o bom senso e as atitudes necessárias trazidas por espíritos de sabedoria, ásperos e evanescentes que aparecem em sonhos noturnos... pelas filhas que estão aprendendo a escutar a velha sábia da psique, aquela estranha sensação interior de nítida percepção, de audição, noção e ação intuitivas... pelas filhas que sabem que esta fonte de sabedoria interior é como a panela de mingau dos contos de fada que, por mágica, nunca se esvazia por mais que se derrame seu conteúdo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por elas...&lt;br /&gt;abençoadas sejam suas belezas, tristezas&lt;br /&gt;e buscas; que sempre se lembrem de&lt;br /&gt;que perguntas ficam sem respostas,&lt;br /&gt;até que sejam consultadas os dois modos&lt;br /&gt;de enxergar: o linear e o interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa Pinkola Estés - In: "A Ciranda das Mulheres Sábias" Editora Rocco.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18842273-2683889275223959676?l=olentoalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olentoalento.blogspot.com/2007/09/as-mulheres-as-melhores.html</link><author>noreply@blogger.com (Altair de Oliveira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_H0Gi0xVaN0M/RwGLcLyyVNI/AAAAAAAAAAM/UegnLJIDLM0/s72-c/Dali_Aphrodite.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-18842273.post-5008892470544066004</guid><pubDate>Sat, 07 Jul 2007 03:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-07-06T20:22:40.391-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#006600;"&gt;Adíos, Gracias...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui uma pequena homenagem póstuma a 2 grandes poetas mortos neste mês recente.&lt;br /&gt;O primeiro, Bruno Tolentino, de quem tive a felicidade de ler belos versos, entre os melhores que já se escreveram por aqui.&lt;br /&gt;O segundo, Otto Raúl Gonzalez, cujos versos infelizmente vim conhecer recentemente, me fizeram apaixonar. Realmente um grande poeta, cuja trajetória de vida se confunde com a de seu país, a Guatemala.   Bom proveito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***********************************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;INSTABILIDADE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu fui dizer ao vento o que te disse&lt;br /&gt;e o vento repetiu-o por toda a parte&lt;br /&gt;tantas vezes que a idéia de abraçar-te&lt;br /&gt;virou obsessão, ficou difícil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mudar de idéia, e dei-me conta disso&lt;br /&gt;o dia em que me achei a procurar-te&lt;br /&gt;no desvão entre a vida e o precipício,&lt;br /&gt;exatamente onde tua andas...  A arte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;delicada de amar somada ao vento&lt;br /&gt;torna-se um exercício irresponsável,&lt;br /&gt;mas não foi culpa minha: do momento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em que eu fui misturar-te ao inefável&lt;br /&gt;perdi-te, ou me perdi, não sei... Lamento&lt;br /&gt;ver-nos no vento. Ó meu amor instável!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno Tolentino - Poeta carioca, falecido em 27/06/2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******************************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Diez colores nuevos (fragmento)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anadrio&lt;br /&gt;Quien primero vio una nube de color anadrio&lt;br /&gt;era un joven pastor de diecisiete abriles&lt;br /&gt;que más tarde fue monarca de su reino&lt;br /&gt;y hombre feliz hasta decir ya no,&lt;br /&gt;porque el anadrio es el color de alegría&lt;br /&gt;y de la buena suerte.&lt;br /&gt;Y de la buena suerte!&lt;br /&gt;Y de la buena suerte!&lt;br /&gt;Y de la buena suerte!&lt;br /&gt;En mil quinientos veinte&lt;br /&gt;un español porquerizo de Castilla&lt;br /&gt;vino a América y cuando se internó en la selva&lt;br /&gt;vio un árbol de color anadrio;&lt;br /&gt;ese mismo soldado de fortuna&lt;br /&gt;más tarde coió con Carlos V&lt;br /&gt;y fue virrey;&lt;br /&gt;porque el anadrio es el color de la alegria&lt;br /&gt;y de la buena suerte.&lt;br /&gt;Y de la buena suerte!&lt;br /&gt;Y de la buena suerte!&lt;br /&gt;Y de la buena suerte!&lt;br /&gt;En la época moderna otras personas&lt;br /&gt;han visto objetos de color anadrio&lt;br /&gt;y su suerte ha cambiado en forma radical.&lt;br /&gt;Un pescador vio una sirena cuya cola&lt;br /&gt;era anadria y desde entonces&lt;br /&gt;pescó y pescó y pescó y ahora&lt;br /&gt;es dueño de una flota ballanera;&lt;br /&gt;porque el anadrio es el color de la alegria&lt;br /&gt;y de la buena suerte.&lt;br /&gt;Y de la buena suerte!&lt;br /&gt;Y de la buena suerte!&lt;br /&gt;Y de la buena suerte!&lt;br /&gt;Vendia periódicos un niño,&lt;br /&gt;rapaz sin desayuno, de pobreza trajeado,&lt;br /&gt;un día en su camino vio una piedra&lt;br /&gt;que era, por supuesto, de color anadrio.&lt;br /&gt;Ese niño actualmente es accionista&lt;br /&gt;de una inmensa cadena de periódicos;&lt;br /&gt;porque el anadrio es el color de la alegria&lt;br /&gt;y de la buena suerte.&lt;br /&gt;Pinte usted&lt;br /&gt;las paredes de su casa&lt;br /&gt;de color anadrio&lt;br /&gt;y le irá bien.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Otto Raúl Gonzalez - Poeta guatemalteco, falecido em 23/06/2007&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18842273-5008892470544066004?l=olentoalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olentoalento.blogspot.com/2007/07/ados-gracias.html</link><author>noreply@blogger.com (Altair de Oliveira)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-18842273.post-116942370730481440</guid><pubDate>Sun, 21 Jan 2007 23:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-01-21T15:55:07.320-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6034/1853/1600/204709/violino1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6034/1853/320/124873/violino1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;BIBLIOGRAFIA de ALTAIR DE OLIVEIRA:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;INSIGNIFICÂNCIA&lt;/strong&gt; – 1978 – Conto escrito aos 17 anos, um dos vencedores do concurso “Grande Dourados de Literatura” e que foi publicado na antologia do respectivo concurso. Descreve as dificuldades encontradas por um adolescente em encontrar um lugar mais decente no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;FASES&lt;/strong&gt; – 1982: Livro de estréia do autor com uma tiragem de 3000 exemplares, contém os poemas da fase adolescente (escritos dos 14 aos 21 anos) e descreve os temas típicos à adolescência e à poesia (infância, amor, sonho, deslumbramento, indecisão, medo, solidão, morte, etc). Poemas de influência romântica, parnasiana e modernista. Capa de Maria Lydia Junqueira Ferreira. 64 pg. Esgotado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;CURTAVERSAGEM OU VICE-VERSO&lt;/strong&gt; – 1988: Segundo livro do autor, com uma tiragem de 1000 exemplares, traz poemas mais curtos. Escrito entre 1982 a 1988, este livro é composto numa linguagem mais sintética, e tem uma temática um pouco mais voltada para questões filosóficas e sociais. Contém também 2 contos: “Quando Ontem Chegar” e “Romeu &amp; Julieta, uma Cia Ltda”; duas pequenas tragicomédias sobre os desajustados no mundo. Capa de Adílson Schieffer. 64 páginas. Preço: R$ 10,00.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;QUANDO A FOME FORMIGA&lt;/strong&gt; – 1995: Conto Infantil. Inédito. A história retrata uma sociedade de formigas onde a rainha, autoritária, diante de um dilema é obrigada a dar às súditas o direito de pensar, relata daí o exercícios das primeiras idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;O EMBEBEDÁRIO DIVERSO&lt;/strong&gt; – 1996: Neste terceiro livro, escrito de 1988 a 1996, o autor demonstra uma preocupação maior com a forma e com a musicalidade das palavras e do texto poético. Usando de, principalmente, tentar alcançar as margens da cor e som, os poemas do “Embebedário” tratam de temas diversos (sentimentos, ressentimentos, psicológicos, filosóficos, satíricos, sociais,etc). Este livro teve uma primeira edição de 1000 exemplares em 1988 (feita artesanalmente pelo próprio autor) e teve uma outra edição de 2000 exemplares em 2003. Capa de Adir Sodré. 64 páginas. Preço: R$ 10,00.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;A VIVA E A MARTA&lt;/strong&gt; - Conto publicado no jornal “O Diário de Cuiabá” no dia de finados de 1997 com as ilustrações de Vitória Basaia. De uma pequena quitinete num arranha-céu de uma grande cidade, um jovem divaga romper a barreira da solidão diante da imagem de 2 mulheres: uma real e outra virtual, ideais e impossíveis. Publicado também na antologia “Contos da Terra, Contos da Garoa” em dezembro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;ERA UM ANJO, GABRIEL...&lt;/strong&gt; – Conto escrito em outubro de 2007 para participar da antologia de contos do grupo Terra da Garoa “Contos da Terra... Contos da Garoa”, publicada em dezembro de 2007. Num grande centro urbano brasileiro, um homem de meia idade decide, no dia de seu aniversário, perambular no centro da cidade entre mendigos, prostitutas e malandros, questionando seus próprios valores e suas forças para vencer na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;O LENTO ALENTO&lt;/strong&gt; – Inédito. Poemas escritos de 1996 a 2007.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18842273-116942370730481440?l=olentoalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olentoalento.blogspot.com/2007/01/bibliografia-de-altair-de-oliveira.html</link><author>noreply@blogger.com (Altair de Oliveira)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-18842273.post-115367451280650487</guid><pubDate>Sun, 23 Jul 2006 16:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-07-23T10:13:39.786-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6034/1853/1600/antero_de_quental01.1.png"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6034/1853/320/antero_de_quental01.0.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;QUENTAL, UM POETA GENIAL!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Taí um poeta que sempre admirei, um dos grandes poetas portugueses, que sem dúvida ainda amamentam a espinha cultural desta alma de língua portuguesa, Antero Tarqüínio de Quental. Revolucionário, polêmico, político, boêmio, declamador e culto; este Antero fez liderança entre os jovens de seu período estudantil, exalava o espírito do século (segunda metade do séc. XIX) afrontou e chocou a sociedade cultural portuguesa reinante, chegou a montar sua própria sociedade secreta (Sociedade do Raio), com ritos misteriosos, o que nos lembra à nossa velha conhecida e descrita no filme “Sociedade dos Poetas Mortos”. Escreveu “Odes Modernas” aos 20 anos e publicou-o um ano depois, em 1865, causando entusiasmo e perplexidade. Mas a sua primeira grande polêmica foi a chamada “Questão Coimbra” que se deu a seguir, quando o acadêmico e laureado poeta cego Antônio Feliciano de Castilho, seu antigo mestre que já o havia considerado Antero de talentoso e genial, ataca ferozmente a sua poesia, juntamente com a poesia dos também jovens Teófilo Braga e Vieira de Castro, acusando-os de antipoéticos e obscuros e ainda afirmando que tinham fastio de morte à verdade e à simplicidade. A resposta de Quental veio à altura, nos textos “Bom senso e Bom gosto” e “A dignidade das letras e a literaturas oficiais” que, engolidas a seco pelo velho bardo, alimentaram às mesas das discussões poéticas em Portugal por longo e bom tempo. Formado, o poeta hesitou em descobrir o que fazer, pensou em unir-se ao grupo de Garibaldi que lutava para unificação da Itália. Tentou viver na França e nos Estados Unidos, sem muita convicção, e acabou por retornar à Portugal e se estabelecendo em torno do grupo cultural, boêmio e político denominado “Cenáculo”, do qual também participaram Eça de Queiroz e Guilherme Azevedo, entre outros. Tem aí uma participação política e intensa, envolve-se com a filosofia e começa a sentir os primeiros sintomas de sua doença misteriosa (similar à depressão), o que o faria buscar cura em vários lugares, inclusive em Paris, com o famoso Dr. Charcot, um dos gurus do jovem Freud.&lt;br /&gt;Em 1881 o poeta adota 2 órfãs e isola-se em Vila do Conde, influenciado pelo estoicismo e pelo budismo. Em 1890 Antero decide voltar às atividades políticas, aceitando a presidência da “Liga Patriótica do Norte”, com sede em Porto, o que lhe daria uma grande decepção já que a liga rompeu-se a seguir devido às incompatibilidades e cisões internas do próprio grupo. Retorna à São Miguel e entre em conflito com sua própria família, que não aceita suas filhas adotivas, e agrava-lhe a doença. Durante uma crise, em 11 de setembro de 1891, suicida-se junto ao muro do convento Esperança.Os primeiros escritos de Quental eram da época romântica, mas combatiam justamente o romantismo, talvez exatamente isto tenha contribuído para que seus poemas de juventude fossem mal recebidos pelos literatos oficiais de então. Antero era leitor de autores revolucionários como Poe, Baudelaire, Proudhon; tinha vindo de uma família de padres e poetas boêmios (seu avo fora amigo de Bocage); era também um adepto do socialismo nascente e um leitor apaixonado de filosofia que tinha uma inteligência incomum. Considerado um dos grandes sonetistas da literatura portuguesa ao lado de Camões e Bocage, seu sonetos me fazem lembrar os nossos grandes Raul de Leoni e Mário Faustino. Magnífico. Há uma briga constante entre o bem e o mal em seus textos, quase que uma tentativa (vã?) de construir o deus dentro do homem! Há também um fascínio intenso sobre a arte de pensar, penso quase que divinava isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****************************************************************************&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;DOIS SONETOS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIVINA COMÉDIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erguendo os braços para o Céu distante&lt;br /&gt;E apostrofando os deuses invisíveis,&lt;br /&gt;Os homens clamam: - «Deuses impassíveis,&lt;br /&gt;A quem serve o destino triunfante,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é que nos criastes?! Incessante&lt;br /&gt;Corre o tempo e só gera, inextinguíveis,&lt;br /&gt;Dor, pecado, ilusão, lutas horríveis,&lt;br /&gt;Num turbilhão cruel e delirante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois não era melhor na paz clemente&lt;br /&gt;Do nada e do que ainda não existe,&lt;br /&gt;Ter ficado a dormir eternamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é que para a dor nos evocastes?»&lt;br /&gt;Mas os deuses, com voz inda mais triste,&lt;br /&gt;Dizem: - «Homens! porque é que nos criastes?!»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******************************************&lt;br /&gt;TORMENTO DO IDEAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci a Beleza que não morre&lt;br /&gt;E fiquei triste. Como quem da serra&lt;br /&gt;Mais alta que haja, olhando aos pés a terra&lt;br /&gt;E o mar, vê tudo, a maior nau ou torre,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minguar, fundir-se, sob a luz que jorre:&lt;br /&gt;Assim eu vi o Mundo e o que ele encerra&lt;br /&gt;Perder a cor, bem como a nuvem que erra&lt;br /&gt;Ao pôr do Sol e sobre o mar discorre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedindo à forma, em vão, a ideia pura,&lt;br /&gt;Tropeço, sombras, na matéria dura,&lt;br /&gt;E encontro a imperfeição de quanto existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi o batismo dos poetas,&lt;br /&gt;E, assentado entre as formas incompletas,&lt;br /&gt;Para sempre fiquei pálido e triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antero de Quental In: Antologia - Ed. Nova Fronteira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18842273-115367451280650487?l=olentoalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olentoalento.blogspot.com/2006/07/quental-um-poeta-genial-ta-um-poeta.html</link><author>noreply@blogger.com (Altair de Oliveira)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-18842273.post-115301200771190236</guid><pubDate>Sun, 16 Jul 2006 00:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-07-15T18:11:01.523-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6034/1853/1600/Klimt_sea-serpent-detail.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="320" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6034/1853/320/Klimt_sea-serpent-detail.jpg" width="202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A Poesia Difícil - II-&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vida difícil essa, a da poesia: dificíl de escrever, difícil de publicar, poemas publicados são de difíceis leituras, and so on... Poetas são morituros, poesia menos. Por isso então poetas poetam e se matam para que a poesia possa ao menos morrer menos. Cá comigo, acho mesmo mais difícil de escrever do que ler poesia. Inda que a leitura do poema careça, quase sempre, releituras. Isto é bom, encarece o poema, torna-o mais querido nosso!&lt;br /&gt;Acho que por isso também essa minha difícil atualização deste bloguito, sorryem-me...&lt;br /&gt;Na verdade lhes falo de um específico poema difícl, Estela. Estela veio de adoçar a palavra estrela, melhor, da estrela represada na sarda. O primeiro brilho deste poema vislumbrei na infância, de uma frase de um livro de José Mauro de Vasconcelos: "Estrelas são sardas na pele da noite, meu filho...", dizia ele pela boca de uma égua que explicava ao seu potrinho recém-nascido o que eram as coisinhas brilhantes coladas no céu. Se estrelas não sardas na pele da noite, o que então seriam as sardas na pele de uma Estela? Comecei a questionar e questionar, sem nunca ter alcançado resposta nenhuma... O livro era "Coração de Vidro", um belo livro infantil, mas não trazia respostas às minhas indagações!&lt;br /&gt;Tive que uma vez inventar uma Estela dotada de uma beleza incomum, provavelmente formada de partes de belas mulheres que conheci ou que imaginei, tive que despi-la, e cultivar sardas em seu dorso, tive que bordar uma noite estrelada para cobri-la... Mas isto demorou muitos anos! Tive, para isso, que muitas vezes ficar boquiaberto para a noite estrelada e nada... Tive que engolir meu espanto diante de belas mulheres sardadas, e nada... Tive cá minhas fases de balbuciar frases desencontradas e, lentamente, fui compondo o poema que vos falo.&lt;br /&gt;Ah!, teve também uma vez, que sob o manto de uma noite estrelada tentei explicar a uma amiga minhas sérias intenções de cometer este poema. Na ocasião devo ter explicado-lhe mui belamente como o poema deveria ser, porque ela comentou: "... menos! ...menos! Acho que você nunca fará um poema assim!" Anos depois o poema se fez, se fez menos, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ah: depois aprendi que livros normalmente são mais importantes pelas perguntas que nos fazem ter do que pelas respostas que trazem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTELA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sei que plena de tarde Estela espera&lt;br /&gt;e na janela suspira, anseia e arde&lt;br /&gt;e seus olhos apelam tênues estrelas&lt;br /&gt;que ela quer despertar às seis da tarde.&lt;br /&gt;Mas o fusco que desce a empalidece&lt;br /&gt;quando nuvens se vestem multicores&lt;br /&gt;se preparam, talvez, pra alguma festa&lt;br /&gt;mas estrelas nenhuma lhe aparecem...&lt;br /&gt;e da janela padece, parda e vela."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando a pele da face lhe emudece&lt;br /&gt;e no impudico da hora a noite despe-se&lt;br /&gt;sob um ínfimo véu, estrelas tecem&lt;br /&gt;sobre a pele da noite, louras sardas...&lt;br /&gt;espelhadas nos olhos que me esquecem&lt;br /&gt;elas brilham alheias à minha espécie&lt;br /&gt;pois, vestida de noite, Estela estrela&lt;br /&gt;e me investe um medo de perdê-la..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meia noite e meia ela me encontra&lt;br /&gt;meio feita de fome e meio pronta&lt;br /&gt;e com gosto de céu no céu da boca&lt;br /&gt;ela pasta do fogo em minha pele&lt;br /&gt;que de tanto esperar tem sede dela.&lt;br /&gt;Muito louca, ela esfera estreitos cheiros&lt;br /&gt;e profere gemidos em língua bela&lt;br /&gt;que me xingam de amor a noite inteira&lt;br /&gt;e encabulam as estrelas da janela."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Certas horas da noite o sono acorda&lt;br /&gt;e ela agora dormindo borda sonhos&lt;br /&gt;e se deixa banhar na brisa morna&lt;br /&gt;e seu dorso de alvores furta cores&lt;br /&gt;ao arfar evapora a cor da aurora&lt;br /&gt;e no céu que aniliza estrelas tardam&lt;br /&gt;o sol flora e ao vê-la se apavora...&lt;br /&gt;pois na pele de Estela estrelam sardas&lt;br /&gt;e as estrelas que restam desarvoram."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Altair de Oliveira – In: O Embebedário Diverso&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18842273-115301200771190236?l=olentoalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olentoalento.blogspot.com/2006/07/poesia-difcil-ii-vida-difcil-essa-da.html</link><author>noreply@blogger.com (Altair de Oliveira)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-18842273.post-114825094716942409</guid><pubDate>Sun, 21 May 2006 22:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-05-21T15:35:47.180-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6034/1853/1600/Schiele_%20Melaine_1908.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6034/1853/320/Schiele_%20Melaine_1908.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Às bordas do paraíso próximo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje um breve vislumbre da obra de dois grandes artistas, representantes da dita arte sensual e que gozam da minha mais alta consideração; o primeiro é o pintor austríaco Egon Schiele (1890-1918),  admirador e aluno do então famoso Gustave Klimt,  às vezes referenciado no expressionismo alemão e que foi dizimado pela febre espanhola, juntamente com sua jovem esposa Edith.&lt;br /&gt;A importância deste jovem pintor está hoje ligada às manifestações que às liberações sexuais que as idéias de Freud provocaram nos artistas e na sociedade de então. Pintava escandalosamente o rapaz, um experimentalista que compulsivamente traçava o que lhe estava mais próximo, caras &amp; corpos seus e de sua esposa mulher na maioria das vezes, o que lhe causou um posterior isolamento de seu trabalho, meio que condenado à arte maldita ou à arte erótica. Arte que, aos olhos da nossa boa sociedade, é menor. Curiosamente o retrato que temos aqui é a irmã do pintor, pudorosamente trajada e sem corpo.&lt;br /&gt;O segundo é o poeta português David Mourão Ferreira, que foi também professor da Faculdade de Letras de Lisboa, conhecido internacionalmente por sensualmente cantar inquietações do amor, a emoção maior que, à mira dos críticos, é quase sempre condenada à falta de arte ou à arte fácil and so on.&lt;br /&gt;É como se arte tivesse muito coisas a fazer do que trasladar emoções. Mundo às vezes muito triste este!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******************************************************************&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Penélope&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mais do que um sonho: comoção!&lt;br /&gt;sinto-me tonto, enternecido,&lt;br /&gt;quando, de noite, as minhas mãos&lt;br /&gt;são o teu único vestido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E recompões com essa veste,&lt;br /&gt;que eu, sem saber, tinha tecido,&lt;br /&gt;todo o pudor que desfizeste&lt;br /&gt;como uma teia sem sentido;&lt;br /&gt;todo o pudor que desfizeste&lt;br /&gt;a meu pedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nesse manto que desfias,&lt;br /&gt;e que depois voltas a pôr,&lt;br /&gt;eu reconheço os melhores dias&lt;br /&gt;do nosso amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;David Mourão Ferreira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18842273-114825094716942409?l=olentoalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olentoalento.blogspot.com/2006/05/s-bordas-do-paraso-prximo.html</link><author>noreply@blogger.com (Altair de Oliveira)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-18842273.post-114714674752264385</guid><pubDate>Tue, 09 May 2006 03:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-05-08T21:01:10.996-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6034/1853/1600/gilka.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6034/1853/320/gilka.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;MALDITAS (OS) ou MAL-LIDAS (OS)? - II&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A poesia da carioca Gilka (da Costa de Melo) Machado (1893-1980) passou, ao longo dos anos, aos olhos da crítica e dos literatos quase sempre associada à libertinagem ou ao estigma de uma poesia menor, ou a uma poesia de amor escandaloso ou mesmo de uma poesia erótica ou estritamente feminina.&lt;br /&gt;Já em 1922, enquanto o mundo “cult” do país respirava e transpirava a dita “Semana de Arte Moderna”, Gilka, que já havia publicado antes, editava o seu “Mulher Nua”, um livro arrojado demais para uma dama da época, mas que aos poucos foi angariando admiradores. E em 1928 ela retornava com “Meu Glorioso Pecado”, quatro anos depois uma antologia de seus poemas era publicada na Bolívia e, em 1933, através de concurso na revista carioca “O Malho” a poeta alcançou a glória, sendo eleita pelos leitores como “A maior poetisa do Brasil”.&lt;br /&gt;A partir daí, a esposa (e depois viúva) do poeta Rodolfo Machado, de quem herdou o sobrenome, começou a ser um pouco mais notada pelo mundo dito cultural e, aos poucos foi tomando espaço dentro do enquadramento que lhe deram como “a poetisa mais representativa do simbolismo”. Apesar disto, esta distinção de “simbolista” não lhe dava (ainda hoje muito raramente lhe dá) o direito de constar na pequena lista de autores simbolistas estudados na literatura escolar.&lt;br /&gt;Seus poemas, entretanto, continuaram a ser produzidos e publicados e, apesar das dificuldades financeiras da autora e das poucas edições, saía em 1978 a publicação de “A Poesia Completas de Gilka Machado”, um livro difícil de ser encontrado. Seus leitores, contrariando a impedância a que está submetida sua poesia, continuam crescendo dia a dia, à margem do mercado editorial e dos conselhos editoriais que os cercam. Viva a Gilka!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ser Mulher ...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser mulher, vir à luz trazendo a alma talhada&lt;br /&gt;para os gozos da vida; a liberdade e o amor;&lt;br /&gt;tentar da glória a etérea e altívola escalada,&lt;br /&gt;na eterna aspiração de um sonho superior...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser mulher, desejar outra alma pura e alada&lt;br /&gt;para poder, com ela, o infinito transpor;&lt;br /&gt;sentir a vida triste, insípida, isolada,&lt;br /&gt;buscar um companheiro e encontrar um senhor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser mulher, calcular todo o infinito curto&lt;br /&gt;para a larga expansão do desejado surto,&lt;br /&gt;no ascenso espiritual aos perfeitos ideais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser mulher, e, oh! atroz, tantálica tristeza!&lt;br /&gt;ficar na vida qual uma águia inerte, presa&lt;br /&gt;nos pesados grilhões dos preceitos sociais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gilka Machado In: Cristais partidos (1915).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18842273-114714674752264385?l=olentoalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olentoalento.blogspot.com/2006/05/malditas-os-ou-mal-lidas-os-ii-poesia.html</link><author>noreply@blogger.com (Altair de Oliveira)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-18842273.post-114618354787190951</guid><pubDate>Fri, 28 Apr 2006 00:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-04-27T17:19:07.886-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6034/1853/1600/avatar[1].png"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6034/1853/320/avatar%5B1%5D.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NO WAR!!!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Comentário sobre o comentário da poeta Marilda Confortin:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Karíssima poeta, você foi correta em sua observação que diz respeito à falta de autoras na minha lista, vou logo avisando: isto não foi proposital. Não tive, isto é certo, a intenção de ser politicamente correto quando compus a lista. Se isto é bom ou ruim não sei precisar ainda. Tenha-a apenas como uma lista pretensiosa, momentânea e incompleta (mas com boas intenções) de um leitor qualquer, que num momento qualquer, decidiu anotar o que lera e gostara e publicar no seu blog de fundo de quintal de quitinete e blábláblá.&lt;br /&gt;Depois pensei se você quis dizer que eu não apreciava a leitura de escritos de mulheres, pensei também se eu realmente não gostava daquilo que as belas escrevem e cheguei a conclusão que não é nada disso. Fui até minha biblioteca para confrontar os livros que comprara: cerca de 10% deles foram escrito por mulheres. Fui ainda verificar os livros que costumo adquirir (ficção, poesia) numa livraria que freqüento e constatei que não muito mais que a taxa observado na minha estante são livros de autoras. Isto tudo me fez concluir precipitadamente que as editoras publicam mais homens que mulheres na nossa literatura. Não sei se as pessoas lêem mais livros de autores que de autoras só porque existe menos livros de autoras publicadas, ou se as editoras publicam mais livros de autores porque realmente as pessoas gostam menos de livros escrito por autoras.&lt;br /&gt;Outra questão relevante ao nosso tema, e que poderia influir nestes dados, é o fato de discriminar quem são esses leitores. Digo isso porque tenho a impressão de que as mulheres, pelo menos em sua fase adulta, lêem muito mais que os homens. Note que falo aqui de um tipo de leitura que, pelo menos para mim, é assexuada. Quero dizer: não é literatura direcionada aos homens ou às mulheres e nem é uma literatura engajada em qualquer movimento machista/feminista. Mas há outras questões como escolaridade, história, cultura, religião, renda familiar, e etc que também podem ajudar a entender o problema.&lt;br /&gt;Gostaria de te dizer que adoro o que as mulheres escrevem, adoro até o que elas falam, e que pretendo falar bem delas e de seus escritos aqui. Te diria também que tenho intenções de fazer outras listas de livros, que poderão estar repletas de nomes de autoras. Nunca se sabe. Poderá inclusive trazer o teu nome em realce, cacife para isto não te falta. Um beijo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Altair de Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******************************************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MESA DOZE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Última dose&lt;br /&gt;Ele sempre chega tarde&lt;br /&gt;Eu sempre cedo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por Marilda Confortin&lt;br /&gt;Ver blog: &lt;a href="http://iscapoetica.blogspot.com/"&gt;http://iscapoetica.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18842273-114618354787190951?l=olentoalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olentoalento.blogspot.com/2006/04/no-war-comentrio-sobre-o-comentrio-da.html</link><author>noreply@blogger.com (Altair de Oliveira)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-18842273.post-114532768304178260</guid><pubDate>Tue, 18 Apr 2006 02:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-04-17T19:34:43.053-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6034/1853/1600/girl_reading_P.P.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6034/1853/320/girl_reading_P.P.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- Tesão de Leitura!!! – I –&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma amiga, uma vez, propensa a sair de férias, pediu-me que fizesse-lhe um lista de livros. Queria viajar, a danadinha, conhecer lugares insondados... Sem gastar muito, é claro. Ri pensando que a melhor viagem é para dentro da gente mesmo, mas não disse isso para ela. Na época apenas enumerei uma série de livros que estavam entre meus preferidos, e o resultado, me confessou depois, foi que ela gastou toda a grana que tinha guardado para viajar, viajando dentro de seu apartamento apertado, mas gozando duns dos melhores momentos de sua vida.&lt;br /&gt;Fiz outras poucas listas de livros depois, modificadas, como cabe bem a um discípulo de Heráclito, de outros livros que eu amava. Umas quase irresponsáveis, outras semi-oficiais, como a que fiz uma vez para um grupo de professoras do ensino fundamental, mas sempre norteadas pelo prazer. Esmiucei outras listas depois: lista dos 10 mais vendidos, listas dos indicados a Jabuti, lista dos requeridos para vestibular, lista da candidata à miss Brasil, lista de compra, lista negra... Confesso, nenhuma delas me trouxe tanto prazer como aquela listinha demorada que fui compondo paulatinamente com as indicações dos meus autores e de minhas pessoas prediletas. Verdadeiras jóias eu consegui assim!!! Por exemplo, Charles Bukovski me indicou John Fante, Gullar me indicou Bruno Tolentino que me indicou Santa Tereza de Ávila, and so on...&lt;br /&gt;Aprendi com o argentino Borges que a leitura causa prazer, mas ela é como o orgasmo, você precisa de vontade e de coragem para ir buscar. Li também uma vez, que a leitura ajuda o cidadão a construir a sua alma, gostei disso, acho que o cidadão precisa mesmo de uma alma para alcançar o céu. Ler, então, é tudo de bom!!!&lt;br /&gt;Pretensãozinha minha colocar uma lista de indicação de leitura aqui, tudo bem, mas aviso que esta pode não ser a última do autor pré-ferido de você...rs! Confesso que esta lista foi moldada em minhas próprias necessidades e experiências com os livros que hoje julgo bastantes significativos para mim, cada um é cada um.&lt;br /&gt;Tenham muito prazer! TDB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- A Balada do Cárcere – Bruno Tolentino (Poesia)&lt;br /&gt;2- Breve História do Espírito – Sérgio Sant'anna (Novelas)&lt;br /&gt;3- Os prisioneiros – Rubem Fonseca (Contos)&lt;br /&gt;4- Árvores Abatidas – Thomas Bernhard (Romance?)&lt;br /&gt;5- O Cavaleiro Invisível – Ítalo Calvino (Romance)&lt;br /&gt;6- Pergunte ao Pó – John Fante (Romance)&lt;br /&gt;7- A Lavoura Arcaica – Raduan Nassar (Romance)&lt;br /&gt;8- O guardador de Águas – Manuel de Barros (Poesia)&lt;br /&gt;9- Miss Corações Solitários – Nathanael West (Romance)&lt;br /&gt;10- Poemas Coletados – Wallace Stevens (Poesia)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18842273-114532768304178260?l=olentoalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olentoalento.blogspot.com/2006/04/teso-de-leitura-i-uma-amiga-uma-vez.html</link><author>noreply@blogger.com (Altair de Oliveira)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>8</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-18842273.post-114338843473653183</guid><pubDate>Sun, 26 Mar 2006 15:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-03-26T08:11:31.343-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6034/1853/1600/rosto.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 196px; CURSOR: hand; HEIGHT: 538px" height="320" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6034/1853/320/rosto.jpg" width="305" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;*** FELIZ ANIVERSÁRIO!!! ***&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;SINTOMAS DE AUSÊNCIA TUA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Chove lá fora&lt;br /&gt;E é inverno no meu peito&lt;br /&gt;A tua ausência desenha&lt;br /&gt;Um mundo cinza&lt;br /&gt;O teu contágio latente&lt;br /&gt;Manifesta&lt;br /&gt;E garimpo o teu perfume&lt;br /&gt;Rarefeito...&lt;br /&gt;Tudo em mim te cobra&lt;br /&gt;E te precisa.&lt;br /&gt;Meu coração de válvula&lt;br /&gt;Sangrenta&lt;br /&gt;Me impregna na mente&lt;br /&gt;Me ordena:&lt;br /&gt;“Te procurar feito louco&lt;br /&gt;Entre as car!”&lt;br /&gt;Me põe na rua&lt;br /&gt;Atropelando medos&lt;br /&gt;Pra te encontrar&lt;br /&gt;No sul da madrugada&lt;br /&gt;Nua de todo e qualquer&lt;br /&gt;Que nos separe&lt;br /&gt;Ardendo em febre&lt;br /&gt;E o amor preso entre os dedos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Altair de Oliveira&lt;br /&gt;In:Curtaversagem ou Vice versos-1988&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Querido poema, hoje você completa 21 anos, espero que agora tenhas alcançado a maioridade! Você tem sido um bom camarada durante estes anos todos, isto não posso negar. Me acompanhastes nos bares, tragaste comigo o mais amargo das horas, me acompanhaste nos claros e escuros, enfim, estivestes também no mais longe de mim. E sou lhe muito grato por isto. Eu não pude te cumprir grandes alegrias, me perdoa...tá!? Desculpe-me também se te esqueci nos meus poucos momentos importantes, isto não te fez menos importante, ao contrário, te considero um maioral. Vou agora dar “Parabéns para você!” para você e para mim: oba! nós não morremos ainda! Parabéns. E como diria Joyce: ...te amo, amo teu guarda-chuva!”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18842273-114338843473653183?l=olentoalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olentoalento.blogspot.com/2006/03/feliz-aniversrio-sintomas-de-ausncia.html</link><author>noreply@blogger.com (Altair de Oliveira)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-18842273.post-114332702753953302</guid><pubDate>Sat, 25 Mar 2006 22:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-03-25T14:50:33.310-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6034/1853/1600/torquato_neto.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6034/1853/320/torquato_neto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Um_Anjo_Com_Asas_De_Avião!”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Delícia!!! Poder devagar curtir o disco encontrado do Torquato, de fato um achado!!! Eis aí uma figura que esteve exposta durante os anos duros da ditadura, agitou o meio cultural do país com seus envolvimentos carnais com a tropicália, com contracultura, com a poesia concreta e afins. Este jornalista piauiense, compositor refinado, polêmico, poeta arguto e inovador que parecia, com outra linguagem, querer continuar a revolução iniciada pelo seu conterrâneo e também poeta Mário Faustino. Morreu cedo! Lembro que, quando criança, ouvi no rádio sobre a morte dele, nunca tinha ouvido falar em Torquato Neto (nome estranho) ali no sítio, mas fiquei impressionado: “...o poeta que se matara!” Pensei então: “agora vai ficar famoso!”, não ficou!&lt;br /&gt;Passei então a me interessar por ele, coletar caquinhos, e pouco a pouco (ou numa canção, numa referência duma entrevista ou num retalho de jornal) eu fui montando esta figura fascinante que passei admirar, até que um dia, perambulando em Sampa, deparei-me com “Os Últimos Dias de Paupéria”, uma reunião dos textos de Torquato que a editora Max Limonad havia publicado. Então em tive em mãos as canções, os poemas, as fotos, os depoimentos dos amigos e, principalmente, os testemunhos que o próprio poeta deixou em sua extinta coluna “Geléia Geral”. Este livro é uma de minhas jóias, eu diria.&lt;br /&gt;No disco podemos apreciar suas belas canções na voz de Gil, Nara Leão, Macalé e outros, como por exemplo: “Let´s play that!”, mas por enquanto ficamos aqui com um poema e uma materiazinha da coluna “Geléia Geral”. Um abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;COGITO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu sou como eu sou&lt;br /&gt;Pronome pessoal intransferível&lt;br /&gt;Do homem que iniciei&lt;br /&gt;Na medida do impossível&lt;br /&gt;Eu sou como eu sou&lt;br /&gt;Agora&lt;br /&gt;Sem grandes segredos dantes&lt;br /&gt;Sem novos secretos dentes&lt;br /&gt;Nesta hora&lt;br /&gt;Eu sou como eu sou&lt;br /&gt;Presente&lt;br /&gt;Desferrolhado, indecente&lt;br /&gt;Feito um pedaço de mim&lt;br /&gt;Eu sou como sou&lt;br /&gt;Vidente&lt;br /&gt;E vivo tranqüilamente&lt;br /&gt;Todas as horas do fim.&lt;br /&gt;                          Torquato Neto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pessoal intransferível&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Escute, meu chapa: um poeta não se faz com versos. É o risco, e estar sempre a perigo sem medo, é inventar o perigo e estar sempre recriando dificuldades pelo menos maiores, é destruir a linguagem e explodir com ela. Nada nos bolsos e nas mãos. Sabendo: perigoso, divino, maravilhoso.&lt;br /&gt;Poetar é simples, como dois e dois são quatro sei que a vida vale a pena etc. Difícil é não correr com os versos debaixo do braço. Difícil é não cortar o cabelo quando a barra pesa. Difícil, para quem não é poeta, é não trair a sua poesia, que, pensando bem, não é nada, se você está sempre pronto a temer tudo; menos o ridículo de declamar versinhos sorridentes. E sair por aí, ainda por cima sorridente mestre de cerimônias, “herdeiro” da poesia dos que levaram a coisa até o fim e continuam levando, graças a Deus.&lt;br /&gt;E fique sabendo: quem não se arrisca não pode berrar. Citação: leve um homem e um boi ao matadouro. O que berrar mais na hora do perigo é o homem, nem que seja o boi. Adeusão.” &lt;br /&gt;                                                                                                                                    Torquato Neto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18842273-114332702753953302?l=olentoalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olentoalento.blogspot.com/2006/03/umanjocomasasdeavio-delcia-poder.html</link><author>noreply@blogger.com (Altair de Oliveira)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-18842273.post-114220825567265134</guid><pubDate>Sun, 12 Mar 2006 23:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-03-12T16:04:15.703-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="center"&gt; &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6034/1853/1600/murilorubiao.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6034/1853/320/murilorubiao.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6034/1853/1600/Walter%20Campos%20de%20Carvalho.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6034/1853/320/Walter%20Campos%20de%20Carvalho.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;BIMICROBIOGRAFIA DE GRANDES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coletei os 2 pequenos textos abaixo porque falam de &lt;/div&gt;2 grandes escritores brasileiros, mortos há poucos&lt;br /&gt;anos, responsáveis por criar em silêncio uma prosa&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;bastante revolucionários à nossa literatura. O meu contato com o trabalho dos dois foi bastante prazeroso, por isso eles passaram a ser autores que recomendo com veemência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CAMPOS DE CARVALHO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Walter Campos de Carvalho, escritor mineiro radicado em São Paulo, é figura tão curiosa quanto as personagens que criou. Autor de pelo menos quatro pequenas obras-primas da literatura brasileira - A lua vem da Ásia (1956), Vaca de nariz sutil (1961), A chuva imóvel (1963) e O púcaro búlgaro (1964) -, há mais de trinta anos decidiu abandonar a literatura, talvez por enfado, talvez por se sentir desiludido com nosso insípido mundo editorial. Segundo suas próprias palavras, uma altercação com o editor Ênio Silveira teria sido a gota d’água que o levara a optar pelo auto-exílio.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MURILO RUBIÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Eugênio Murilo Rubião nasceu em Carmo de Minas. Fez seus primeiros estudos em Conceição do Rio Verde e conclui-os depois em Belo Horizonte. Ingressou na Faculdade de Direito, formando-se em 1942. O jornalismo sempre o seduziu, tornou-se redator da Folha de Minas e diretor da Rádio Inconfidência. Em 1947, lançou seu primeiro livro de contos, O ex-mágico, que não teve maior repercussão na época. A partir de então, ingressou no mundo da política, sempre como assessor. Em 1951, ocupou a função de chefe de gabinete do governador Juscelino Kubitschek. Entre 1956 e 1961, exerceu o cargo de adido cultural do Brasil na Espanha. Em 1966 foi designado para organizar o suplemento literário do jornal O Estado de Minas Gerais, que se tornou um dos melhores órgãos de imprensa cultural já surgidos no país. A publicação de O pirotécnico Zacarias, em 1974, deu súbita fama a Murilo Rubião. Nos anos subseqüentes, a sua exígua obra passou a ser vista como a mais significativa manifestação da literatura fantástica no Brasil.” &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18842273-114220825567265134?l=olentoalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olentoalento.blogspot.com/2006/03/bimicrobiografia-de-grandes-coletei-os.html</link><author>noreply@blogger.com (Altair de Oliveira)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-18842273.post-114220620646054278</guid><pubDate>Sun, 12 Mar 2006 23:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-03-12T15:30:06.493-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6034/1853/1600/springdance200.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 650px; CURSOR: hand; HEIGHT: 265px" height="200" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6034/1853/320/springdance200.jpg" width="600" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A poesia difícil&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Usar-se poeta nunca, e em nenhum lugar, foi oficina fácil. Não se sobrevive de poesia, o máximo que o vivente pode daí, se tiver coragem e talento, é fazer sobreviver à poesia. Lembro-me que Carlos Drummond de Andrade conseguiu fechar realmente um bom contrato de publicação de sua poesia, digamos lucrativo, quase aos 80. Manoel de Barros gastou quase 50 anos de poesia para que a imprensa descobrisse que ele era um poeta fascinante. Mas há outros inúmeros exemplos que aqui nos esquivamos de mostrar.&lt;br /&gt;Ousar-se poeta, posto o exposto, é um ato de coragem. Os jovens (revolucionários e deslumbrados) normalmente têm mais arroubos poéticos. Talvez isto seja atribuído a uma certa tendência de acreditar-se que a poesia é o caminho mais fácil para acessar uma arte. Por isso existem poetas e poetas e poetas. Naus frágeis (não sabem que a musa é perdulária e infiel), a maioria dança.&lt;br /&gt;Apesar disso, é comum ouvirmos na música (MPB principalmente) referências enaltecendo os poetas. Mas a palavra poeta tem um sentido dúbio, pois você pode usá-la para referir-se a quem você gosta e a quem você não gosta. No primeiro caso trata-se de uma pessoa especial, sensível, ou que pelo menos sabe expressar-se de uma forma concisa e com sentimento. No segundo caso você quer dizer que o sujeito é pateta, que vive no mundo da lua, um maçante, um dotado de blábláblás.&lt;br /&gt;Já a "poesia", esta divina dama, é quase que sempre usada com boas e belas intenções. Se uma determinada obra de arte soa-nos inusitada, uma música, por exemplo, ou uma pintura, dizemos que ela é cheia de poesia. Uma vida sem poesia não é, normalmente, uma vida boa. Por isso, meus amigos, estejam atentos. Tentem gastar os seus tentos com a poesia!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18842273-114220620646054278?l=olentoalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olentoalento.blogspot.com/2006/03/poesia-difcil-usar-se-poeta-nunca-e-em.html</link><author>noreply@blogger.com (Altair de Oliveira)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-18842273.post-113867097029334688</guid><pubDate>Tue, 31 Jan 2006 01:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-04-15T15:11:19.173-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6034/1853/1600/Ecstasy_de%20Bernini.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 249px; CURSOR: hand; HEIGHT: 451px" height="451" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6034/1853/320/Ecstasy_de%20Bernini.jpg" width="240" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SOBRE AQUELAS PALAVRAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Toda me entreguei, sem fim,&lt;br /&gt;e de tal sorte hei trocado,&lt;br /&gt;que meu Amado é para mim,&lt;br /&gt;e eu sou para meu Amado.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando o doce Caçador&lt;br /&gt;me atirou, fiquei rendida,&lt;br /&gt;entre os braços do amor&lt;br /&gt;ficou minha alma caída.&lt;br /&gt;E ganhando nova vida,&lt;br /&gt;De tal maneira hei trocado,&lt;br /&gt;Que meu Amado e para mim,&lt;br /&gt;E eu sou para meu Amado.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Atirou-me uma seta&lt;br /&gt;envenenada de amor,&lt;br /&gt;minha alma ficou feita&lt;br /&gt;uma com seu Criador.&lt;br /&gt;Eu já não quero outro amor,&lt;br /&gt;Que a meu Deus me hei entregado,&lt;br /&gt;Meu Amado é para mim,&lt;br /&gt;E eu sou para meu Amado.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Santa Tereza de Ávila&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Poema que eu não podia deixar de mostrar para vocês porque me é muito caro! Me encanta o modo que esta santa cantava, Santa Tereza de Ávila, grandiosa, divina!!! Uma figura do renascimento, muito embora incrustada no seio da igreja católica, ela tinha este brilho insólito de reformista, de libertadora, de construtora da própria alma. E que alma! Cada vez mais simples e mais voltada para o divino, diga-se de passagem.&lt;br /&gt;Descendente de judeus conversos, esta poeta espanhola nascida em 1515, ingressou aos 20 anos na Ordem das Carmelitas, à qual empreendeu reformas; passou por crises espirituais, fundou conventos, escreveu livros em prosa (Livro da Vida, Caminho da Perfeição, Moradas do Castelo Interior) e etc. A poesia da Santa, entretanto, foi mais fruto de seus trabalhos nos conventos: eram quase que canções para celebrações. Outra característica incomum de Tereza é que em suas orações e contemplação, às vezes alcançava estados de êxtase (transe místico) e não raro, ao sair deste estado, escrevia poemas de pronto, como se estes fossem o resultado de sua própria exaltação. Mas ocorre que ela não deu muita importância ao seu trabalho em versos , nem sequer reuniu-os ou publicou. Por isso, a sua poesia teve se que ser coligida aos poucos após a sua morte, muitas vezes de freiras que lembravam os textos cantados pela santa, somando-se um acervo de duvidosa constatação. Para mim, além da simplicidade do sentimento que a poeta fazia facilmente aflorar com intensidade nas palavras, há uma maneira mui doce e se devotar ao sagrado, algo que trilha à beira da sensualidade e do divino, testemunho de alguém embevecido e prestes de encontrar o ser amado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18842273-113867097029334688?l=olentoalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olentoalento.blogspot.com/2006/01/sobre-aquelas-palavras-toda-me.html</link><author>noreply@blogger.com (Altair de Oliveira)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-18842273.post-113746223504606264</guid><pubDate>Tue, 17 Jan 2006 01:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-01-16T17:57:34.990-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6034/1853/1600/tigre_branco.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 227px; CURSOR: hand; HEIGHT: 454px" height="393" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6034/1853/320/tigre_branco.jpg" width="288" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TRISTE TIGRE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Sem ti eu muito me intrigo&lt;br /&gt;Fico sem trigo e sem pão&lt;br /&gt;Fico um tempão ressentido&lt;br /&gt;Tido sem asa e sem chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico sem cor, sem ação...&lt;br /&gt;Quando sem ti sou sentido&lt;br /&gt;Me entrego a um sentimentão&lt;br /&gt;Que me põe tão sem sentido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem ti eu perco a destreza&lt;br /&gt;Feito um felino falido&lt;br /&gt;Preso, sem pressa, sem presa...&lt;br /&gt;Girando em torno do umbigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentigo até tristetigro,&lt;br /&gt;Estreito, embrego, redundo&lt;br /&gt;O mundo de mal comigo&lt;br /&gt;E eu brigo com todo mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Altair de Oliveira – In: O Lento Alento&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do poema postado acima eu não tenho muito o que falar. Mas penso que é uma pequena tentativa de dizer as coisas de uma forma simples, além das ínfimas homenagens aos poemas “A Pantera” e “Tigre” (de grandes mestres meus) há ainda um pecadinho maior na conjugação do verbo tristetigrar: para pintar um cara entrigrecido, traçado de listras pretas pela tristeza. Tratar tristezas sem entristecer, é isso!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18842273-113746223504606264?l=olentoalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olentoalento.blogspot.com/2006/01/triste-tigre-sem-ti-eu-muito-me.html</link><author>noreply@blogger.com (Altair de Oliveira)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item></channel></rss>